quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Para meus novos AMIGOS da Hiper Motos


"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. "

(Oscar Wilde)


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Velho Sábio


Em uma pequena cidade havia um velho homem conhecido pela sua grande sabedoria e experiência.
Um estrangeiro que viera se hospedar definitivamente nesta cidade sem conhecer ninguém perguntou para este homem:

- Senhor como são as pessoas desta cidade?

O velho homem com sua grande experiência pensou e disse:

- Jovem me diga antes como são as pessoas da sua antiga cidade então eu digo como são as pessoas daqui.

O estrangeiro respondeu:

- Nunca mais quero voltar para a minha antiga cidade, lá só possui pessoas interesseiras, egoístas e muito, muito incompetentes!

Então o velho sábio lhe respondeu:

- Aqui é igual a sua cidade, você não encontrará pessoas diferentes!

Passaram-se alguns dias e outro Estrangeiro veio morar naquela cidade e perguntou para o velho homem o grande sábio.

- Senhor como são as pessoas desta cidade?


O velho homem com sua grande experiência pensou e disse:

- Jovem me diga antes como são as pessoas da sua antiga cidade então eu digo como são as pessoas daqui.

O estrangeiro respondeu:

- Tenho saudades das pessoas da minha antiga cidade, são pessoas muito boas! Tenho grandes amigos e fiz grandes amizades. E tenho uma enorme vontade de voltar lá e re-ver meu velhos e bons amigos!

Então o velho sábio lhe respondeu:

- Aqui é igual a sua cidade, você não encontrará pessoas diferentes!

O REI E O SÁBIO



AUTOR DESCONHECIDO
Era uma vez… Um rei que morava num riquíssimo castelo.
Um dia, levantou-se apavorado. Havia tido um sonho terrível no qual teria perdido de uma só vez todos os dentes. Preocupado, ordenou:
- Chame o meu melhor sábio.
Em poucos minutos, lá estava o sábio diante do rei. Após
contar-lhe o sonho terrível, ordenou-lhe:
- Diga-me, sábio, o que significa esse meu sonho?
O sábio pensou… pensou… pensou… e, virando-se para o rei, disse-lhe:
- Majestade, vai acontecer uma desgraça na sua família. Uma doença terrível vai invadir o castelo e morrerá o mesmo número de parentes tanto quanto for o número de dentes perdidos em seu sonho.
O rei, furioso, ordenou ao seu comandante da guarda que amarrasse o sábio no toco e lhe desferisse cem chibatadas diante de todos os súditos.
- Chame outro sábio, este é um idiota – ordenou aos gritos.
Logo, logo, lá estava o outro sábio diante do rei. Contando-lhe todo o sonho terrível, ordenou-lhe:
- Diga-me, sábio, o que significa esse sonho?
O sábio pensou… pensou… pensou… e, olhando nos olhos do rei deu um sorriso largo, disse:
- Vossa Majestade é realmente um iluminado, um protegido por Deus. O número de dentes que sonhou perder será o mesmo número de familiares que morrerão vítimas de uma doença terrível.
Mas, apesar de toda a desgraça do castelo, Vossa Alteza irá sobreviver são e salvo.
O rei, feliz da vida, ordenou que lhe entregassem cem moedas de ouro.
Quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi à mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele puniu com cem chibatadas e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer. Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade. A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho. E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas…






Não espere acontecer



Um Rei achava que as terras do seu reino eram muito ásperas para os seus pés. Como tinha um desejo de percorrer a pé todo o reino, mandou chamar os seus súditos e ordenou-lhes que todas as terras fossem acarpetadas.
Todos estavam empenhados em realizar aquela louca e difícil tarefa e já haviam-se passado alguns anos sem que o trabalho pudesse ser concluído. Um dia, o rei morreu antes de ver o seu desejo realizado e um velho sábio, ao saber daquele estranho desejo, comentou:
- Coitado do Rei ! Morreu sem realizar seu sonho e sem saber que isso era muito fácil. Já que ele não queria ferir seus pés com a aspereza do terreno, bastava cortar dois pedacinhos de carpete e colocá-los na sola dos pés. Assim, para ele, todo o seu reino estaria acarpetado.

A preguiça e a acomodação fazem com que muitas pessoas esperem que as coisas melhorem para realizarem seus desejos, sem observarem uma decisão, um passo, uma iniciativa, são capazes de conduzi-las a seus sonhos.

O que é desejo?
O que é iniciativa?
Quais iniciativas você considera importantes para melhorar seu desempenho no trabalho?
Quais as palavras negativas que você encontra no texto?
E quais as palavras positivas que você encontra?
Releia o ultimo parágrafo do texto e reflita: você concorda com a posição do autor?

sábado, 8 de janeiro de 2011